sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Chá e a Poetisa

Tinha um caneco e nele tinha chá.
Bonito, soltando vapor em caneca robusta e experiente.
Peguei o caneco tal qual tijela e senti o calor nas mãos
Acariciei o caneco como a um doce amor e aspirei o aroma no vapor quente
O chá tinha cheiro.
O chá tinha cheiro de Sandra.

Sobressaltei-me pois como saber de um cheiro que jamais senti?
E como saber qual o dono desse desconhecido ?
Peguei o caneco tal qual bacia ritual e senti o clamor de um feitiço
Escrutei o caneco como a um grimório antigo e aspirei encantamentos
O chá tinha cheiro.
O chá tinha cheiro de Sandra

Sandra, a poetisa junguiana que visita meus pensamentos!
Sandra, a invasora que agora quer dominar meu nariz!
Peguei o caneco tal qual pessoa e senti irmandade
Abracei o caneco como a um amigo e aspirei cumplicidades
O chá tinha cheiro.
O chá tinha cheiro de Sandra.

Como pode a rebelião de meus sentidos assim?
Como pode essa tomada de assalto da minha percepção?
Peguei o caneco tal qual guerreiro e ouvi o clangor
Brandi o caneco como a uma espada e aspirei batalhas
Mas o chá tinha cheiro.
O chá tinha cheiro de Sandra.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Live And Let Die

Live And Let Die


by Paul McCartney

When you were young and your heart was an open book
You used to say live and let live
(You know you did, you know you did, you know you did)
But if this ever-changing world in which we live in
Makes you give in and cry

Say live and let die
(Live and let die)
Live and let die
(Live and let die)

What does it matter to you?
When you got a job to do
You got to do it well
You got to give the other fellow hell

You used to say live and let live
(You know you did, you know you did, you know you did)
But if this ever-changing world in which we live in
Makes you give in and cry

Say live and let die
(Live and let die)
Live and let die
(Live and let die)