segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ó doce menina

Hoje participei de um amigo secreto de Páscoa, só com ovos, aqui do pessoal do trampo, aonde não entregávamos os Ovos  de Páscoa, mas escondíamos em nossos respectivos setores.

Arroz de festa que sou, tava eu lá! Dae que eu peguei uma colega de trabalho ( uma das únicas no navio pirata da informática ) que além de gentil é linda. A inspiração veio fácil e nada de apresentações tradicionais, revelei meu amigo e dei pistas da localização do Ovo de uma poemada só!

Aqui vai:


Ó doce menina 

Ó doce menina
que um doce me pedes
Singelo é meu doce
e terás o que queres

Ò doce menina
De puro deleite
Escolhi com carinho
chocolate ao Leite

Ó doce menina
Que por um doce veio
Me perdoe a ousadia
Tem avelã de recheio

Ó doce menina
Mais doce agora
É o Grima que guarda
O doce de outrora

Ó doce menina
Que o rosto cintila
Qual é o teu nome?
Teu nome...
...é Camila

by qoelheXXX

terça-feira, 13 de março de 2012

Embate

Deveras sagaz no olhar,
Deveras loquaz no cantinho da boca.

Uma investida de sobrancelha aqui,
uma tensionar de ombros ali.

Foi o copo cheio de más intenções,
foram as tiradas sarcásticas,
as opniões mordazes,
o punho fechado nas réplicas.

Curti, aprecio uma boa briga,
fazer o quê?

Mas perdi... ( perdi? )

Foi o sorriso...
...me desarmou.

Ainda mais vivo

A vida é boa... que final de semana surreal, surpreendente, instigante, quero mais!

Isso dá vontade de escrever...

terça-feira, 6 de março de 2012

Ando mais vivo

Posintão.

Renasci? Redescobri?

Não sei, mas ando mais vivo...

Sei sei, eu escrevo em ondas semestrais anuais, essas coisas... mas a constância não habita em mim, fazer o quê?

Porra, acabei de ter idéias... e olha, uma idéia razoavelmente constante: desafiar!

Bela frase: "a constância não habita em mim"... escreva, publique no seu blog e cole ae nos comentários o link...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Para, porra! Luta!

Tu quer a emoção de um filme
Mas foge da emoção da esquina
Entoa mantras e cânticos ancestrais
Mas faz ouvidos moucos pros contemporâneos
Busca pela experiência transcendental
Mas já tem convicções do que ele será
Deseja com ardor a paixão arrebatadora
E quando ela não vem fabrica uma
Idolatra belos ideais, profundas verdades
Mas esquece que é a pergunta que mais vale….

Tu quer um mundo que não existe
E na busca de uma fantasia, perde a realidade que te rodeia
Na busca de enquadrar a realidade nos mitos confortáveis e conhecidos,
Esquece que a graça dela reside justamente na sua singularidade e selvageria…

Para, porra!
Coloca a faca entre os dentes e aguenta o palpitar no coração
Tá escutando esse tambor ensurdecedor do sangue latejando dentro dos ouvidos?
Se lança ao desconhecido e bebe das surpresas que a vida te trouxer, te embriaga com elas, luta com elas, guerreia!

Quer viver? Luta!

Estar vivo e andar pelas próprias pernas é uma sensação incomparável!

Uma vez experimentada não existe mais volta…

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Título obscuro com significados herméticos

Vim aqui pra nada dizer, mas enigmar.

Na composição do substrato poético de minha mensagem coloco ícones e desentendimentos, misturo, embaralho, acrescento abordagens, mudo enfoques, oblitero contextos e consigo significar alucinantes conspirações.

Mas quando você me lê, está se lendo, que diferença faz a minha mensagem? Que diferença faz o meu mistério?

E quando você me escreve, com suas referências e ousadias, construções e polimentos, você escreve pra si mesmo.

Vou abandonar o obscuro, é um círculo vicioso de auto desconhecimento, uma ocultação atrás do mistério, uma clausura no hermetismo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Viver é morrer

Viver é morrer todo dia,
É enterrar cadáveres e mais cadáveres de si mesmo,
Remover galhos secos e folhas murchas.
Viver é renascer todo dia,
Brotar novos galhos, crescer novas folhas,
Lançar mais raízes pq as que tem já não servem mais.
Morrer é não deixar morrer,
É agarrar-se ao cadáver e ser enterrado com ele,
É manter o galho podre e apodrecer com ele.

Morra e então viva, ou não morra e morra.